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Análise das equipas portuguesas – W52 – FC Porto

  • 13 de dez. de 2017
  • 3 min de leitura

A formação de Nuno Ribeiro voltou a dominar o panorama nacional, ganhou em todas as principais provas em Portugal e ainda teve uma excelente incursão a Espanha.

Ao todo foram mais de 20 triunfos num calendário relativamente reduzido como é o português, o que expressa bem em números o poderio da W52-FC Porto em 2017. Quem mais contribuiu para este número foi Raul Alarcon, uma confirmação e peras. O espanhol conseguiu 10 vitórias, tendo começado essa série incrível em Espanha, ao ganhar a 3ª etapa da Volta às Asturias, levando a geral também para casa. Maio foi um mês brilhante onde triunfou na 1ª tirada da Volta a Madrid e em 2 etapas e na classificação geral no G.P.J.N. No entanto não desacelerou, levando para casa a última jornada do G.P. Beiras pouco depois. Chegou a Volta a Portugal e não desiludiu, ganhou a 1ª e a 4ª etapa, logrando ainda a classificação geral. A juntar a isto ainda acabou a Volta a Madrid em 2º e o G.P. Beiras em 4º. Falou-se muito sobre uma possível saída, mas Alarcon decidiu renovar e ficar numa estrutura onde obteve os melhores resultados da carreira.

Amaro Antunes foi outra figura de proa, ganhou no Malhão para fechar a Volta ao Algarve em 5º, triunfou na Clássica da Arrábida, foi 5º no G.P.J.N. e 8º no G.P. Beiras, antes de levar para casa o Troféu Joaquim Agostinho, com 1 etapa pelo meio. Na Volta a Portugal esteve de novo incrível, a trepar de uma maneira impressionante. Ganhou a etapa rainha para fechar em 2º da classificação geral. As suas fabulosas prestações valeram-lhe o salto para o próximo nível, vai representar a CCC Sprandi Polkowice, do escalão Profissional Continental para 2018.

Gustavo Veloso teve um momento de fraqueza na Volta a Portugal, competição que tanto já lhe deu, ainda assim ganhou 2 etapas, antes de quebrar na tirada mais dura. O galego costuma focar-se muito na Volta a Portugal, portanto só obteve mais 1 vitória, na Clássica de Primavera. António Carvalho continuou a estar um pouco tapado, efectuou imenso trabalho para os seus companheiros e mesmo assim ainda foi 7º na Vuelta a Castilla y Leon, 6º no G.P.J.N, 6º na prova de estrada dos Nacionais e 6º na Volta a Portugal. Falou-se na sua saída, mas também fica aos comandos de Nuno Ribeiro, tal como Gustavo Veloso.

Joaquim Silva voltou a ser um gregário de luxo e viu isso ser reconhecido pela Caja Rural, conseguindo contrato com a equipa espanhola para 2018. Ainda foi 9º na Volta às Asturias e 2º no G.P. Mortágua. Samuel Caldeira foi de novo dos melhores sprinters a correr em Portugal e finalmente alcançou a desejada vitória na Volta a Portugal, a única da época. Rui Vinhas voltou a um papel de menor protagonismo, mas mesmo assim com resultados muito positivos, ao ser 3º na Clássica Primavera, 6º na Volta à Bairrada, 3º no G.P.J.N. e 2º no Nacional de Estrada.

Dos restantes ciclistas Angel Rebollido ganhou a 2ª etapa do G.P.Abimota, João Rodrigues continuou a sua evolução ao ser 4º no G.P. Abimota, Ricardo Mestre voltou a ser um gregário de luxo, sendo 5º na Volta a Bairrada, 7º na Volta às Asturias, 5º no G.P. Beiras e 16º na Volta a Portugal, aproveitou bem as oportunidades. Tiago Ferreira e Jacobo Ucha muito trabalharam, sem resultados entre os melhores, Daniel Freitas esteve no top 10 quando lhe foi dada oportunidade de mostrar a boa ponta final e Juan Ignacio Perez teve uma temporada de nível inferior em relação a 2016.

Como já referimos, Amaro Antunes e Joaquim Silva estão de saída, mas a eles também se juntam Jacobo Ucha e Juan Ignacio Perez, este último para a o Aviludo-Louletano. São perdas importantes e que poderiam enfraquecer a equipa, mas os reforços são poucos, mas de uma qualidade tremenda. César Fonte vem da LA-Aluminios Metalusa Blackjack e está no auge da carreira, sendo um dos melhores classicómanos do ciclismo nacional, e José Fernandes é um talento enorme, bom nos contra-relógios e nas montanhas, ganhou a Volta a Portugal do Futuro este ano e está já a preparar-se alguma sucessão interna. Consideramos que, mesmo assim, a W52-FC Porto continua a ter o plantel mais forte e coeso, até pela quantidade de ciclistas, 12, que permite fazer uma gestão de esforços mais cuidada, mas prevemos maior equilíbrio e um domínio não tão avassalador em 2018.


 
 
 

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