Orica muda de sprinters em 2018
- 8 de ago. de 2017
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Está-se mesmo a ver qual é a estratégia da Orica-Scott neste mercado, contratar ciclistas experientes e com provas dadas, que procurem oportunidades de brilhar. Depois de Mikel Nieve, é a vez de Matteo Trentin rumar à formação australiana. O italiano de 28 anos, desde que iniciou a carreira como profissional estava na Quick-Step, e assina um contrato válido por 2 anos.
Matteo Trentin é daqueles sprinters polivalentes, que passa muito bem a média montanha. Na Quick-Step, mesmo tapado na maioria das corridas, ainda conseguiu obter 11 vitórias, 3 delas em Grandes Voltas, no Tour de 2013, no Tour de 2014 e no Giro de 2016, 1 delas esta semana na Vuelta a Burgos. Pelos vistos, o italianos pretende ter um papel mais importante nas clássicas, e aí vai encontrar uma Orica que já tem Keukeleire, Edmondson, Hayman e Durbridge, sendo que na Quick-Step estava tapado por mais nomes de peso. A Quick-Step perde uma parte importante do comboio de sprints e equipa das clássicas, a Orica-Scott ganha um reforço excelente e Trentin muda-se para ter mais oportunidades.
Já de saída da formação australiana está Magnus Cort Nielsen, o sprinter dinamarquês que ganhou 2 etapas da Vuelta no ano passado. É estranho ver a Orica-Scott deixar sair um talento destes, aos 24 anos de idade, um corredor que passou os últimos 3 anos a evoluir lá e que parecia estar a afirmar-se e a ganhar consistência. Para além de sprinter, é alguém que consegues passar colinas e que se adapta às clássicas. Aliás, até fez top 30 no Tour de Flandres este ano e está a ter oportunidades dentro da equipa.
O destino de Magnus Cort Nielsen é a Astana, formação que se está a reforçar bem, depois de Omar Fraile. Para o dinamarquês esta mudança faz todo o sentido, encontra na Astana uma equipa quase sem sprinters, em que pode focar-se nos objectivos que quer, e tem Oscar Gatto, Laurens de Vreese e Michael Valgren para o ajudar nas clássicas. Para além disso, o facto da Astana estar recheada de compatriotas, nomeadamente Jakob Fuglsang, Jasper Hansen e Michael Valgren, só pode ter ajudado nesta tomada de decisão.





















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