Antevisão da 8ª etapa do Tour
- 7 de jul. de 2017
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A montanha está de regresso e, ao mesmo tempo, a fuga tem aqui a primeira grande oportunidade para vingar, numa jornada que as equipas dos homens da geral não vão querer controlar.
Percurso
Finalmente ao 8º dia temos o regresso da alta montana, nos 187,5 kms entre Dole e Station des Rousses. Após 95 kms sem contagens de montanha surge o Col de la Joux, com 6,1 kms a 4,7%. Segue-se uma fase de 30 kms praticamente sempre a descer, que guia os ciclistas até à contagem de 2ª categoria do Cote de Viry, com 7,6 kms a 5,2%. Antes do prato principal do dia há algumas descidas e pequenas colinas pelo meio.
O Monteé de la Combe de Laisia Les Molunes (um dos nomes mais complicados de sempre para uma subida) tem um total de 11,7 kms a 6,4%. Globalmente é muito regular, nunca sobe dos 8,1% e nunca desce dos 3,5% e tem o cume a 12 kms da meta. Depois de 6 kms planos ou a descer há uma última oportunidade de fazer diferença, 1 km a 6,1% e até ao final não há mais dificuldades de maior.
Favoritos
Acreditamos piamente que amanhã será o primeiro dia para a fuga vingar. A Team Sky não parece estar com grande vontade de controlar a corrida, a BMC não vê grande oportunidade para fazer diferenças, os homens da geral querem poupar-se para a etapa 9, e com tantos trepadores de qualidade atrasados a fuga tem tudo para resultar.
Robert Gesink é daqueles que tem vindo a perder tempo todos os dias e já está a mais de 15 minutos, ou seja, já conseguiu o bilhete dourado para poder entrar em fugas. A Team LottoNL-Jumbo está claramente focada em etapas e Gesink até se mostrou em boa condição na Volta a California.
É verdade que Tim Wellens está muito próximo na classificação geral, mesmo dentro do top 20, mas é impossível olharmos para este perfil, fazermos esta leitura e deixarmos Wellens de lado. É ambicioso, marcou esta etapa no livro e na etapa 5 andou muito bem apesar de ter tentado integrar a fuga e ter dito que nem tinha dado tudo na subida final.
Outsiders
Dos favoritos, e tendo em conta este tipo de final, é preciso ter em conta Daniel Martin. O irlandês é exímio em finais com grupos reduzidos, e caso haja interesses ou alguma equipa a tomar controlo da corrida, pode ser esse o cenário, apesar de acharmos improvável.
De volta a opções para a fuga, Diego Ulissi sabe que não tem assim tantas oportunidade como isso e esta é uma delas. As subidas são duras, mas não são duras demais para o italiano, que também possui uma ponta final bastante competente.
Lilian Calmejane tem sido um dos mais combativos e inconformados do Tour e é provável que isso volte a acontecer amanhã. O gaulês é talvez a maior esperança de glória na Direct Energie e caso consiga integrar companheiros na fuga, estes irão trabalhar para ele.
Possíveis surpresas
Seria surpreendente, mas talvez Fabio Aru esteja a pensar num ataque surpresa para ganhar mais tempo a Chris Froome e restantes rivais. Num final em grupo reduzido entre os homens da geral cuidado ainda com Jakob Fuglsang, Rigoberto Uran e Geraint Thomas. Em relação à fuga, ciclistas longe na classificação geral, são opções Stephen Cummings (apesar de ainda estar em recuperação), Tony Gallopin, Michael Matthews, ou mesmo Pierre Rolland, apesar de pensarmos que Rolland pode estar desgastado do Giro. Ciclistas que podem integrar a fuga estando perto da geral e ameaçando a camisola amarela são Jan Bakelants, Alexis Vuillermoz, Tiesj Benoot e Nicolas Edet. Veremos ainda se Thibaut Pinot está já recuperado do esforço do Giro.
Super-Jokers
Os nossos Super-Jokers são Jesus Herrada e Tsgabu Grmay.





















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