Antevisão da Strade Bianche
- 3 de mar. de 2017
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O World Tour continua, novamente com uma estreia, desta vez com a Strade Bianche, uma das clássicas mais espectaculares da temporada, já que engloba setores de terra batida e subidas íngremes, sendo uma em que a emoção estará presente até ao fim.
Percurso
Na sua primeira época no World Tour,a clássica italiana sofreu poucas alterações em relação ao percurso do ano passado, sendo as mais evidentes no seu início.
O primeiro sector de gravilha surge logo ao quilómetro 11, sendo que se segue umo novo setor, este com 4.7 kms de extensão, e que tem rampas a 10%. O setor de Radi, com 4.4 kms, é o que se segue, antes de um setor muito longe, com um total de 5500 metros. A subida de Montalcino (4 kms a 5%), que não é em terra batida, é o obstáculo seguinte. No miolo da prova, temos três longos setores de sterratto, com 11.9 kms, 8 kms e 9.5 kms, no entanto são feitos em estradas planas-
O sector seguinte de gravilha pode vir a ser importante, pois junta ao sterrato, inclinações terríveis. Mas tudo se vai começar a decidir no Monte Sante Marie, um troço de gravilha de 11.5 quilómetros do mais difícil que há, também pelas curtas e duras subidas que o intermedeiam e que está situado a pouco mais de 50 kms da meta.
Após a tempestade vem a bonança, com 17.8 kms de estradas bem pavimentadas, antes dos últimos troços de gravilha dos últimos 25 kms. Estes, apesar de serem mais curtos, todos incluem duras colinas, que podem ser palco de ataques dos favoritos. O penúltimo sector tem 2.4 kms e está localizado a 20 kms do final e tem porções a 10% de inclinação. Já o último sector está a 12 kms da meta, tem 1.1 kms e nele está incluído uma colina com 11.4% de inclinação média, simplesmente brutal.
Como se esta dureza toda não chegasse, ainda teremos uma chegada absolutamente épica a Siena, que é antecedida por uma descida de alguns quilómetros algo técnica. Serão 800 metros a uma inclinação média de 6.5%, mas com fases a 16% já na parte histórica da cidade e é normalmente aqui onde tudo se decide, se ainda restar um grupo na frente da corrida.

Favoritos
Esta é uma corrida sempre muito dura, muito selectiva e com somente uma década já é uma das favoritas dos fãs da modalidade e dos ciclistas. Para o dia da prova chuva está prevista, algo que pode baralhar ainda mais as contas. Dentro dos últimos 30 kms a corrida estará já muito partida devido aos troços de sterrato e tudo pode ser decidido na última colina já em Siena.
Peter Sagan – Tal como no ano passado entra nesta fase da época em grande forma. Teria ganho 2 provas no último fim-de-semana não fosse um erro táctico. Foi 2º aqui em 2013 e 2014, 4º em 2016. A chuva favorece-o, porque é um mestre a dominar a bicicleta. Pensamos que terá de fazer a diferença antes de Siena, nunca foi excelente na colina decisiva.
Zdenek Stybar – Com chuva no menu como não poderíamos ter o checo? O especialista em ciclo-crosse esteve bem nas clássicas belgas, foi penalizado pela má colocação na Omloop. Vencedor em 2015 e 2º em 2016, Stybar tem uma das equipas mais fortes junto dele, com Brambilla, Trentin ou Vakoc.
Outsiders
Greg van Avermaet – Outro protagonista do fim-de-semana de clássicas belgas, vencedor na Omloop e e 7º na Kuurne. Tem 6 presenças aqui, conhece bem as estradas, esteve sempre nos 13 primeiros, fez pódio em 2015. Adora correr com condições climatéricas adversas e conhece bem os companheiros que vêm com ele.
Fabio Felline – O italiano está a voar em 2017, destruiu o pelotão do Trofeo Laigueglia, trabalhou para Contador na Andaluzia e na Omloop foi 4º. Está a correr em casa, terá liberdade para fazer a corrida dele e é melhor puro trepador que os seus rivais. Foi 8º em 2015 e já alcançou resultados positivos a correr à chuva. Tem uma equipa fraca com ele, só Stuyven o poderá acompanhar.
Diego Rosa – A estreia do italiano pela Team Sky correu às mil maravilhas, foi 5º na Volta a Andaluzia. Foi um incrível 5º em 2015, e desde aí já evoluiu. Tem um passado interessante no Mountain Bike e, principalmente, tem uma super-equipa ao seu lado. Os transalpinos Puccio e Moscon e os polacos Kwiatkowski e Golas.
Possíveis surpresas
A Lotto-Soudal vem com 2 apostas grandes, Tiesj Benoot e Tim Wellens. O mais jovem dos belgas foi 8º em 2016, na sua estreia e vem de obter grandes resultados e Wellens já tem 3(!!)vitórias em 2017 e disse que a Strade é um grande objectivo, é exímio a correr à chuva. Numa corrida muito partida podem beneficiar as segundas linhas, a Quick-Step contará com Gianluca Brambilla, 3º em 2016, e a Team Sky com Michal Kwaitwowski e Gianni Moscon, o polaco já ganhou a prova em 2014. Sep Vanmarcke está em boa forma e já foi 4º aqui, mas está na Cannondale e será prejudicado se o ritmo for acelerado. Mencionar ainda alguns nomes que achamos que vão andar bem: Primoz Roglic, Giovanni Visconti, Moreno Moser, Tom Dumoulin, Edvald Boasson Hagen, Jasper Stuyven e Ben Hermans.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Ondrej Cink e Alexandre Geniez.





















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